segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O meu futuro...

Ao pensar no que sou, onde me encontro inserido, me perco em um labirinto maior ainda. Não procuro uma resposta pronta e acabada, mas sim uma forma de manter meu pensamento o mais lúcido possível. Ao situar-me brasileiro, universitário e desempregado, não encontro uma perspectiva de futuro, pois não me enquadro em nenhuma alternativa possível e sustentável de vida futura. Não uma vida futura pós-morte. Não penso nisso, ou se penso, não vejo verdade nas crenças que conheço, pois nenhuma trouxe grandes avanços para o desenvolvimento humano. Pior que isso, sempre causaram grandes danos as sociedades, retirando o verdadeiro significado da palavra humanidade, o sentido de espécie, a unicidade entre os Homens. Para não atalhar o desenvolvimento dessa reflexão com clareza e lucidez (o desespero sobre meu futuro e a falta de possibilidades de realização humana dentro de nossa realidade), deixarei para outra hora o aprofundamento reflexivo necessário para questão da religião, por se tratar de um questionamento tão complexo. Penso que minha frustração seja um reflexo de uma mente que cultiva a indagação como a priori, mantendo a distância um plano de vida baseado em perspectivas globalitaristas e perversas. Minha mente pretende algo mais profundo, algo mais humano. Não consigo entender uma vida vazia sem questionamentos sobre a atual condição de nossa realidade e suas causas históricas. Não aceito mais carregar uma mascarra ideológica, onde meus desejos são valorizados se baseados em uma moral burguesa e consumista. Essa mascarra já pesa demais, é falsa e não condiz com minha realidade. Meus projetos de vidas independem da capacidade de acumular objetos e coisas desnecessárias e fúteis. Quero acumular conhecimento, depois transmiti-los perpetuando e ampliando a capacidade do homem de compreender o mundo e principalmente a si mesmo.